segunda-feira, 15 de setembro de 2008

VOGUE HOMEM · Agosto 2008





Ao fim de tudo o trabalho foi concluído com sucesso, fui aceito como assistente, e tomei gosto pela coisa toda. Nos dias que se passaram depois de voltarmos pra São Paulo nos dedicamos ao tratamento das imagens e também nesse processo, o Jerome começou a me instruir. Hoje em dia o processo de tratamento de imagem é fundamental dentro da fotografia digital. 


CRIATIVA · março 2008



Agora Ilha Bela  é realmente o paraíso dos borrachudos. Acho que se passássemos mais que três dias seria o nosso fim. A produtora de moda foi tão picada que começou a inchar, o Eduardo foi picado no pé e não conseguia mais calçar o tênis, as modelos se trancavam no quarto, ligavam o ar condicionado e não saiam de lá pra nada. 


COSTUME · inverno 2008










Trabalhar como assistente é a coisa mais valida para um aspirante a fotografo. Tecnicamente falando operar uma câmera é bem simples e se aprende bem isso na faculdade ou no Senac ou em qualquer lugar, mas só atentei para o que é  preciso realmente quando me envolvi com esse tipo de produção. São tantas as coisas envolvidas, direção de modelos, trato com as pessoas, liderança e tantas outras coisas que eu posso ir inventando.



sexta-feira, 12 de setembro de 2008

mag! · Agosto 2008











A pousada era incrível, na encosta do morro com uma escadaria que dava pra praia e perto de uma floresta. No mesmo quarto fiçamos eu, o Jerome e o Eduardo, da Imagin, uma empresa francesa que não existe mais, mas que fornecia equipamentos para produções fotográficas. O Eduardo era o técnico que acompanhava o equipamento e um cara também muito gente boa que me mostrou o funcionamento da câmera e dos aparelhos de iluminação. A câmera era a Mark II da Cânon, que aliás me encantou, era bem maior que as câmeras que eu já havia visto e acho que tinha uns 21 megapixel, coisa que para mim nem existia. Então eu soube que era verdade, que existiam sim câmeras de RS 20.000,00 e até mais, muito mais. Os modelos eram qualquer coisa, mas muito simpáticos, um cara e duas meninas e esse tipo de produção logo desde o começo me descortinou um mundo novo. Parece coisa de pobre se visto por esse ângulo, mas nessa época eu nunca conseguiria comer nos restaurantes que conheci, nem me hospedar numa pousada como aquela, eu estava era passando as férias mais incríveis da minha vida sem gastar nada e com a possibilidade de mais pra frente ainda ganhar com isso. 


VIP · maio 2008





O primeiro trabalho serviria como teste pra ver como eu me sairia e por isso também não seria remunerado. Por mim tava ótimo, iríamos pra Ilha Bela, um lugar que sempre quis conhecer. O ponto de encontro era a casa do fotografo e eu comecei a ficar assustado com o tamanho da equipe, era muita gente chegando e eu não fazia idéia de quem era quem e nem pra que servia tanta coisa. Lotamos um carro e uma Van e descemos pro litoral. Eu não sabia nada, não sabia que revista era, bem, não sabia nada mesmo. 

VIP · março 2008





Nessa época eu estava trabalhando como massagista e até hoje as pessoas acham que eu não sei o que quero da vida, porque mudo muito em relação as atividades profissionais, só eu acho que tudo tem a ver. 

Pouco tempo depois vem meu amigo Allan me dizendo que o Jerome, fotografo francês amigo seu, estava precisando de um assistente. Ele havia sido convidado, mas como era pra uma viajem de três dias e no meio da semana, não podia faltar no trabalho e teve que recusar, mas disse que indicaria um amigo, no caso eu, e as coisas começaram a ficar interessantes. Quando eu fui me encontrar com o Jerome não levei portifolio nem nada, já estava mais critico e não tinha nada de bacana pra apresentar, estava mais humilde também, e desde esse primeiro encontro nos entendemos muito bem. 


quinta-feira, 11 de setembro de 2008